sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Tudo você
E assim você me rouba um verso
Pelo beijo inesperado
Tua boca, entre meus cachos
Tocou meus lábios e um pouco mais.
De olhos fechados, demorei
E nem meu suspiro foi capaz
De ir tão fundo quanto, nem sei
Delicadeza e vontade
Saber-me acordada, querer-te mais.
Eu sei que foi sonho
Sei porque acordei,
E de tão sóbria duvidei,
e duvidei,
e duvidei
Mas meu corpo ainda lembra
E meu toque ainda sabe
Ainda temo e quando sinto
Não há mais eu, tudo você
(Karen Simões Corrêa)
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Essa é para 2010
De um tempo que me pareceu prematuro,
um fim errado?
de um lastro, rasgo, feio meio solto e sem porque
fiz poema, e música fora de tom,
dai veio a vida, e outra voz para cantar
e hoje a melodia solta embala outra história,
e nem prendeu memória, e nem perdeu ficar...
(Karen Simões Corrêa - Porque algumas respostas mesmo que evidentes, só fazem sentido no depois, e as vezes quando as perguntas já não nos importam)
um fim errado?
de um lastro, rasgo, feio meio solto e sem porque
fiz poema, e música fora de tom,
dai veio a vida, e outra voz para cantar
e hoje a melodia solta embala outra história,
e nem prendeu memória, e nem perdeu ficar...
(Karen Simões Corrêa - Porque algumas respostas mesmo que evidentes, só fazem sentido no depois, e as vezes quando as perguntas já não nos importam)
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Enquanto ela atravessava a rua, e seguia para o outro lado sem olhar para trás eu me lembrava daquela frase que uma vez me disseram e definiu muita coisa pra mim: “Ela tem um olhar triste, acho que vc gosta disso.”. Nunca reparei que era isso que me fixava naquele olhar. De fato ela tem esse olhar triste mesmo.
Eu gostava dela, tinha um carinho grande embora o tempo fosse pouco, e a lida curta. Nunca fui mesmo de dar ao tempo a cadeira de juiz do meu querer. Quando eu quero é “mesmo” e não “tanto faz”. E a vida da gente tem mesmo esse trilho certinho? Nunca, e se tivesse descarrilava. Não vi o olhar naquela hora, mas me lembro bem. Mesmo que o que eu quisesse fixar em mim no fim fosse o sentir daquele último abraço. Inteiro, grave, demorado e quente. Como últimos abraços devem ser, mas sempre com um espaço pra saudade, pra se querer mais abraços e para querer mais histórias para contar.
Fato é que o que ficou depois daquele abraço, dessa memória da tristeza do olhar e da imagem dela atravessando a rua sem olhar pra trás foi essa vontade de mais histórias pra contar...
E eu sempre de caneta em punho.
(Texto de Karen Corrêa / Desenho de Carina Venturim)
Eu gostava dela, tinha um carinho grande embora o tempo fosse pouco, e a lida curta. Nunca fui mesmo de dar ao tempo a cadeira de juiz do meu querer. Quando eu quero é “mesmo” e não “tanto faz”. E a vida da gente tem mesmo esse trilho certinho? Nunca, e se tivesse descarrilava. Não vi o olhar naquela hora, mas me lembro bem. Mesmo que o que eu quisesse fixar em mim no fim fosse o sentir daquele último abraço. Inteiro, grave, demorado e quente. Como últimos abraços devem ser, mas sempre com um espaço pra saudade, pra se querer mais abraços e para querer mais histórias para contar.
Fato é que o que ficou depois daquele abraço, dessa memória da tristeza do olhar e da imagem dela atravessando a rua sem olhar pra trás foi essa vontade de mais histórias pra contar...
E eu sempre de caneta em punho.
(Texto de Karen Corrêa / Desenho de Carina Venturim)
domingo, 16 de setembro de 2012
Meu canto em blues
Carinho seu
Flor de laranjeira perdida num buquê de dor
Caminho meu
Destino que finda,
meus pés na areia
onde termina cada passo
E o mar começa, invade o que penso
Nem vãs promessas, que daqui nem comento
Só que sou
Me deixa querer-te daqui do meu canto
Nem inteiro estou
Ilusão que me basta nesse meu “por enquanto”
E o que da pra ser e ver
Lugar vão comum, é tentar esquecer
Cedo meu
E eu querendo fingir que quero tentar ganhar
Certo seu
O outro lado da rua, outra mão a te dar, e amar
Sai de mim e eu nem sei se é saudade
Tão meu, que aqui nem te cabe
Carinho seu
Flor de laranjeira perdida num buquê de dor
Que eu sinto
Que eu sinto com cada pedaço meu
E sei
Assim até parece maldade
Tão meu e fim, e aqui não te cabe
Não
(Karen Simões Corrêa)
Flor de laranjeira perdida num buquê de dor
Caminho meu
Destino que finda,
meus pés na areia
onde termina cada passo
E o mar começa, invade o que penso
Nem vãs promessas, que daqui nem comento
Só que sou
Me deixa querer-te daqui do meu canto
Nem inteiro estou
Ilusão que me basta nesse meu “por enquanto”
E o que da pra ser e ver
Lugar vão comum, é tentar esquecer
Cedo meu
E eu querendo fingir que quero tentar ganhar
Certo seu
O outro lado da rua, outra mão a te dar, e amar
Sai de mim e eu nem sei se é saudade
Tão meu, que aqui nem te cabe
Carinho seu
Flor de laranjeira perdida num buquê de dor
Que eu sinto
Que eu sinto com cada pedaço meu
E sei
Assim até parece maldade
Tão meu e fim, e aqui não te cabe
Não
(Karen Simões Corrêa)
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Sol Maior
Sol maior
Menor de mim
Erro que me corta
Gota que cai,
Tristeza que não sai
Não passa a porta
Que eu deixei aberta pra me trazer de volta
Que o que eu sou agora já não quero ser
Olha só meu bem
Que bagunça aqui e que tolice
Eu não entendo
Se eu fechar os olhos
E se eu te pedir
Fica pra me ouvir que eu tento
Eu sei que tento.
Faço música como
Quem pensa que sabe o que faz.
Canto como quem
Pretende responder a si
Mas paro, calo, deixo
E você me atravessa,
Quero tanto amar que roubo seu amar pra mim.
Olha só meu bem
Tanta loucura aqui
Eu não entendo
Se eu fechar os olhos
e se eu te pedir
Fica pra me sentir que eu tento
Inteiro e lento
Sei que agora ai
Não sou a te falar
Mas do meu lado aqui
Vejo seu olhar se abrir
Vejo esse mundo girar
Vejo o resto sumir
Vejo o que não é pra mim
Vejo e quero mesmo assim
Olha só meu bem
Tanto destempero meu e que burrice
Eu não me entendo
Se eu te olhar nos olhos
E ainda assim pedir
E insistir
Fica que tento.
Ah sim eu tento
(Karen Simões Corrêa)
Menor de mim
Erro que me corta
Gota que cai,
Tristeza que não sai
Não passa a porta
Que eu deixei aberta pra me trazer de volta
Que o que eu sou agora já não quero ser
Olha só meu bem
Que bagunça aqui e que tolice
Eu não entendo
Se eu fechar os olhos
E se eu te pedir
Fica pra me ouvir que eu tento
Eu sei que tento.
Faço música como
Quem pensa que sabe o que faz.
Canto como quem
Pretende responder a si
Mas paro, calo, deixo
E você me atravessa,
Quero tanto amar que roubo seu amar pra mim.
Olha só meu bem
Tanta loucura aqui
Eu não entendo
Se eu fechar os olhos
e se eu te pedir
Fica pra me sentir que eu tento
Inteiro e lento
Sei que agora ai
Não sou a te falar
Mas do meu lado aqui
Vejo seu olhar se abrir
Vejo esse mundo girar
Vejo o resto sumir
Vejo o que não é pra mim
Vejo e quero mesmo assim
Olha só meu bem
Tanto destempero meu e que burrice
Eu não me entendo
Se eu te olhar nos olhos
E ainda assim pedir
E insistir
Fica que tento.
Ah sim eu tento
(Karen Simões Corrêa)
domingo, 26 de agosto de 2012
Sem lugar
Sem fim.
Caminho.
E essa rota curta, certa, sem desvios
Vou andando pelo mundo em desafio
Evitando o que me faz querer você
Seus segredos
Correm soltos derramando arrepios
Que eu desvendo sinto e temo
Como um rio a me afogar
E eu à margem não consigo me salvar
De mim
É meu jeito torto e rouco de render assim
Meio contra, mas sem forças de evitar enfim
E querer
E mostrar
Claro e alto pra vc ver
E me deixe aqui
Que seu beijo dado à outra serve pra eu ouvir
Uma nota, mais acordes a gritar em mim
Pra eu cantar
Mais e mais e mais e mais
Sim
Pode vir sorrir
Sei que tudo é mesmo pouco, muito raso aqui
Mas escuta se eu faço esse drama assim
É pra não perder seu lugar em mim
E meu jeito tolo louco de render sem fim
Contra tudo, contra todos sem bom senso e fim
Sem querer
Mas querer já manda em mim.
(Karen Simões Corrêa)
Caminho.
E essa rota curta, certa, sem desvios
Vou andando pelo mundo em desafio
Evitando o que me faz querer você
Seus segredos
Correm soltos derramando arrepios
Que eu desvendo sinto e temo
Como um rio a me afogar
E eu à margem não consigo me salvar
De mim
É meu jeito torto e rouco de render assim
Meio contra, mas sem forças de evitar enfim
E querer
E mostrar
Claro e alto pra vc ver
E me deixe aqui
Que seu beijo dado à outra serve pra eu ouvir
Uma nota, mais acordes a gritar em mim
Pra eu cantar
Mais e mais e mais e mais
Sim
Pode vir sorrir
Sei que tudo é mesmo pouco, muito raso aqui
Mas escuta se eu faço esse drama assim
É pra não perder seu lugar em mim
E meu jeito tolo louco de render sem fim
Contra tudo, contra todos sem bom senso e fim
Sem querer
Mas querer já manda em mim.
(Karen Simões Corrêa)
domingo, 19 de agosto de 2012
Só pra ser
Só pra ser
Eu queria poder descrever
Só que me faltam palavras
Como quando o amanhecer invade vc em mim
E esta estrada
Essa vontade louca de seguir
só pra ver
O que há de vir depois de nos
Há de ser
Um pouco mais de nós
Só pra ser
E eu nem penso em vc
Antes de pensar eu sou
Esse seu lugar
Maior que compreender
Meu mundo
Seu
E essa entrega
E essa vontade louca esse sentir
So pode ser
O que de maior há de vir
Eu você
Tão mais nos
Tão nós, dois.
(Karen Simões Corrêa - quem dera se esse sentir fosse meu.)
Eu queria poder descrever
Só que me faltam palavras
Como quando o amanhecer invade vc em mim
E esta estrada
Essa vontade louca de seguir
só pra ver
O que há de vir depois de nos
Há de ser
Um pouco mais de nós
Só pra ser
E eu nem penso em vc
Antes de pensar eu sou
Esse seu lugar
Maior que compreender
Meu mundo
Seu
E essa entrega
E essa vontade louca esse sentir
So pode ser
O que de maior há de vir
Eu você
Tão mais nos
Tão nós, dois.
(Karen Simões Corrêa - quem dera se esse sentir fosse meu.)
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