quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

No cedo do fim...

É cedo ainda, talvez muito cedo. E de manhã a única coisa definitiva é o sol. Às vezes nem ele porque há nuvens.
Então a claridade é definitiva de manhã.
Mesmo que no “cedo” das coisas e não dos dias. Aliás não falo dos dias, mas das coisas. A claridade é demais no “cedo” dos fatos, tanto que turbilhona, dificulta, brilha, mas não mostra. Como um raio de sol que bate nos olhos e cega ao invés de clarear. Mas assim como a luz do sol, a claridade dos fatos não vem sozinha. Se o sol trás consigo o calor como sensação, os fatos trazem sentimentos. Ainda não sei que força terá.
Sempre acordo de mau humor. Porém no “cedo” dos fatos acordei atordoada, e assim acho que não acordei... apenas sinto.
Mesmo assim não sei de nada...
Talvez devesse, talvez fizesse todo o sentido, mas não faz...
Mais uma vez recorro a Guimarães Rosa (sempre ele) “Saudade é ser, depois de ter.”
É cedo, mas já sinto a saudade do “pra frente”... este “sem depois”. Talvez, não sei.
Passará, assim como tudo... mas estou aqui, agora e não lá na frente.
Mas é de manhã ainda, e não sei qual é o tamanho, quais cores tem, qual a forma, ou força.
Não sei se é só capricho, não sei em que vai se transformar...
Só sei que foi bom, que foi doce. Fez-me bem e fará sempre que eu lembrar...
Deixo o Rosa e peço ajuda a Cecília Meireles. “Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre.”
Mas hoje...
Ah hoje...
Bem...
Hoje eu não sei de nada porque ainda é de manhã e eu acho que ainda não acordei direito.

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