Vejo o vento forte embaraçar o mato, e para minha sorte o formato do seu rosto é o que vem.
Este mesmo vento que ainda há pouco era assunto amistoso entre nós na cama quente,
Naquela hora em que nada de verdade importa nem o tempo, nem as horas.
Mas você abriu a porta pra sair, e só olhou para trás para se despedir.
Eu ainda lembro do meu medo de virar razão pra qualquer bolero de três ou quatro versos bem clichês.
E hoje é que calma que te digo que o rasgo na minha alma que você deixou ao sair, nem Chico ou Tom, nem credo, reza ou som farão diminuir.
E o nosso amor que vivia de saudade perdeu toda a intensidade contra a força de esquecer.
Calado machucado foi dormir.
Fazer o que?
(Karen Simões Corrêa)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
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