segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Pressa.

A paixão passou aqui e mandou avisar que já foi
Não deu para te esperar muito
É que ela galopa nas costas de um corcel inquieto
Com sede do novo,
com fome de ser
Ela nem deixou um beijo
Para eu te entregar...
Acho até que ela te esperou muito
Pela pressa em que estava
Ela quis te colocar na minha garupa
Disse
Eu aceitaria ir na sua
Se fosse o caso.
Sei lá, não sou muito de mandar
em matéria de paixão sou refém
Obedeço
Cavalgo em pelo
Sem rédia
Acho que o corcel ficou com medo de nossa bagagem
Achou que pudesse pesar
Embora eu tivesse disposta
a deixar as roupas velhas
para quem com elas quisesse se aquecer
Ir descalça
Deixar as expectativas bem quietas
Eu queria o frio
O arrepio do novo
E só seu abraço a me abrigar
Para que em cada arrepio,
as palavras ditas em minha pele
te dessem respostas
Queria seu beijo pra me aquecer,
E que na minha boca você achasse eco
Faria o mesmo por você
Se pedisse
Parei de adivinhar,
Acho que eu quis tanto você
Que a paixão achou que o serviço estava feito
Suspirei
Ela se foi
Se a encontrar por ai dê-lhe um recado meu
Diga-lhe que volte,
sinto falta
Limpei a casa,
Fiz a cama
E se ela ficar um tempo maior

faço um café.

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