Clair de lune...
O frio da tarde chega sem nenhuma cerimônia
“Já passa das 16hs meu amor”
E me abraça...
Eu penso em quem?
Quem aquece o pensamento?
O corpo?
Quem assina o arrepio?
Debussy ao fundo só atrapalha e leva pra longe qualquer nexo.
Trai–me a memória com um nome qualquer.
A tela do telefone advinha e acompanha.
Mas a música acaba, e eu não atendo.
Como se lesse meus pensamentos o som aleatoriamente aconselha
“Dear Prudence”...
Em bom português eu atravesso a rua e desafio
“Sem nomes por hoje, sem sujeitos do meu querer”
Hoje dou liberdade aos pronomes e decreto.
Qualquer um pode ser “você”.
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