sexta-feira, 4 de julho de 2014

Porque calo.

Meus textos não pedem consolo
Não querem entendimento
Eles nem querem ser
Eles nem querem
A vontade é minha
Então me dê licença que passo
Ou não dê, e atravesso.
Te trespasso
Pare de pretender pelas minhas linhas
De me aconselhar pelas suas lentes
Pare de me ditar suas cartilhas
Não sou você nem quero ser
Não sou alcance para sua ciência
Nem aplicação para sua terapia
Não sou seu curso para corrigi-lo
Não sou sua.
Não estou pedindo socorro.
Nem estou pedindo.
Eu não gosto de repetição.
Se tanto, é o que falo
O que calo é o mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário