Errei mesmo
o tom
Final de
inverno,
Você já na
primavera
à cores de
distância
Nuances me
confundindo
Cortinas
Essas
palavras
Essas linhas
soltas
Neblinas
Não se
aventure a sentir em português
não é língua
para amadores
Brinquei
Confiei na
sintaxe
Ela não
estava
Não me
defendeu
E apanhei de
todos os mercúrios do zodíaco
surra
poliglota
Ainda assim
não aprendi a calar, amor
É que amar é
lei maior
Que eu, pelo
menos.
Maiúscula
Em qualquer
língua que vier
Sob a
expectativa que sustenta
A
necessidade caule
De cada
linha-pétala silábica
Há solo de
silêncio
E adubo de
querer.
Então,
perdão
É que a vida
veio sem pauta
Sem margem
E se te
escrevo em traço torto,
É pelo “C”
das curvas
Do meu mundo
Coração.
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