sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Rompante.

Ontem foi um susto.
Socou–me  o estômago, e me subiu na garganta
Por dentro
Amargo
Foram tantos os sustos desses dias
Esse sabor deixou de ser estranho
Mas não passou a bom
Golpes secos no meio do dia
Rompantes que aceleram o tempo
Quando volto a mim já perdi a tarde
Perdi o senso
Perdi o norte
Às vezes o sono, o sonho e o verso
O tempo.
Hoje já é sexta
Minha cabeça ainda pende.
Baixa, procura o passo ao lado.
A marca,
O pouso
Eu querendo...
Quando foi mesmo?

A última vez que seu sorriso me alegrou a retina?

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