segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Confusão

Foi mesmo sem querer?
Que você calou minha hora.
Fez-me engolir aquela lição.
Que tanto refuto,
E tendo enganar
Terei mesmo que aprender a enterrar o Apelo contrário de qualquer escolha que eu faça.
Sob a mais profunda camada de minhas melhores certezas
As que guardo no bolso.
Quase como uma cartada final.
Esse tal Apelo, vai mesmo me testar.
Vai tentar vir à tona obstinado por sua existência.
E minha teimosia
Que sempre foi cachoeira
Caudalosa corredeira de me arrastar
Se perdeu de leito
Rio mudou de rumo
Achou um mar de se parar
Não sabe como romper
Ela que sempre agiu calada, deu pra me gritar
“E agora, pra onde?”
Não sabe a meta
Virou clichê
“Não sei pra onde ir.” Respondo.
Ela me arregala os olhos, e continua em círculos. 
Redemoinho
Não sei o que temer
Então temo a tudo
Temo a mim
Errei o mapa e rabisquei o alvo
Não tem volta ou recomeço.
E daí, a vida não tira "altas"
Não sai de férias.
"Lamento, seu pedido foi negado".
Eu estava certa dos primeiros passos
Inocência e pretensão
Que bebi em grandes doses.
Já não estava mais no mesmo lugar
Até ser dragada para outro ponto
A duvidar
Minha garganta dói
Ardendo das palavras que eu não sei
Ando por ai travando os dentes
Falar sempre foi fácil pra mim
As ideias sempre me vieram com a natureza de vento de inverno
Abundantes, gélidas, claras.
Calar era apenas escolha
Era a espera
E agora as certezas perderam sentido
E o que sei me aperta o peito.
Me acorda no meio da noite
Navega dentro sem coerência.
Essa luz é uma clausura

E cada palavra, 
Gasta.

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