quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Atrás da porta

Aprendi a fechar a porta atrás de mim sem alarde
Sair silenciosamente e me preservar
Porque quem quer sair mesmo, vai
Só vai
Ainda assim é difícil fazer
Em todas as vezes.
Já não me iludo com promessas de facilidades
Essa vida é tão relativa
Porém, bater a porta atrás de si é montar circo
É ser governado
Quem assim o faz sempre espera
Fica ali margeando, espreitando o reflexo
Aguardando resultado
Estratégia de quem joga
Pensa demais um jogo
Muitas vezes, um mau jogador
Ou com adversário fraco
Teatro pra dois.
Confesso, já tive dessas covardias
Hoje percebo que sempre preferi quando sou mais silêncio
Com vontade de ser Silêncio
Um “não” dado em paz
É que essa vida da muita volta
Corre rápido, desatino.
E nesse carrossel de deixar tonta.

O que sobrar, pode ser o que eu terei que engolir. 

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