Tela em
branco
E o cursor
de texto piscando essa ansiedade
“Ei, vamos
lá, uma ideia, uma palavra...”.
Que saudade
da folha em branco, que me pedia bem menos .
Escrevia, e
rasgava.
Não sei como
rasgar essa memória de computador.
Essa minha
lua em gêmeos, na casa 12
Só me atira ao
ar
Como é viver
na realidade?
Será que eu
consigo?
Será que
algum dia eu aprendo?
Será que
essa vida me serviria?
Há tanto
tempo que perdi minha gravidade
Aquele amor
que me respondia, e me ligava ao chão
Hoje só
plano...
Solta, longe
da terra.
Viver tem
sido tão inútil
Tão errado
Todo mundo
pretende por mim, um caminho que tenho que fazer
Uma escolha,
uma renúncia, o que me serve e o que não presta.
“Você não
pode ser assim”
“Assim” é
como?
São tantos
nãos...
E eu não
perguntei nada.
Sofismos...
Agora o não
é meu.
Não, ninguém
tem ideia.
Não é nada do
que acham
Eu não me
vejo em nada do que pensam.
Deu pra
entender?
Porque eu
não me desenho.
Essas tantas
outras certezas me sufocam.
Esse porto
paralelo
Porque eu
sou só dúvidas
Gasto 12
dias, para viver um só.
É esse meu
tempo.
Meu marte em
câncer.
Enquanto se
apressam para me forçar a lição goela abaixo, mais eu corro para mim.
E me afasto.
Meu eu atrás
do rabo.
E nessas
horas não se valem de intenções.
Sua vida é
uma miragem
E a minha, sua
ilusão
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