Ah, coração vagabundo
Compra o mundo e eu pago a conta
Reza as lendas como suas
Se acha predestinado ao brilho
Á flor
Alcança o que a retina não acha
Corre pra onde o pé não pisa
Voa onde não se pousa.
Não para, e é infinito.
Não conjuga fim ou fundo.
Teima pra mim: “Não são verbos, e no meu 'be a bá' faltei à
lição de encerrar, fui reprovado em retroceder, sou doutorado em começar”
Faz a rima fraca com qualquer gostar
É mar em todo amar
E deixa a dor rimar serena em outras partes
No estômago ou nos olhos, talvez.
“Dor é pra cabeça.” Repete.
Não samba pianinho
Não se cabe e insiste em sair de mim
Dá voltas, cabula mundo.
Não há rédea que o dome.
Possessão dele é tudo, e o pertencer também
E se o olhar dele acha o teu,
pula como nunca,
rende-se como sempre,
deseja sedento
Veste fraque e cartola,
dança valsa, se ajoelha.
E se entrega pra você
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