quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sobre nomes e flores.

Hoje acordei pensando em flores
Estranho porque flores nunca me ocorrem
Pensei em nomes também
Lembrei de todos os amores que tive que compartilhavam predileção pelas mesmas espécies
E agradeci
Porque embora essa característica me ativasse memória e sentir
Pescando do passado nomes sepultados em covas rasas
Tentando em português ruim que o futuro do pretérito tenha lugar no presente  
A repetição fez a flor deixar de ser exceção, passar a regra e assim deixou de ser especial
Não me leve a mal, também adoro lírios e orquídeas
Mas tenho que admitir ter ficado feliz que depois de tantos tronos
Elas agora ornassem vasos em lugar comum
E a Rosa, sim em letra maiúscula, singular por reinado perene
Que ardia em várias cores
Nem mesmo em botão me ativa mais.
Acho que o mesmo me aconteceu com os nomes.
Gastaram, e tenho que colocar agora sobrenomes nas agendas.
Às vezes tenho até que pensar quando brilham na tela do celular.
Engraçado que amar não pensa.
Acho que vou anotar regra:
“Nunca namorar quem tenha predileção por margaridas, minhas flores preferidas. Não as quero sacrificar”
E logo abaixo:

“Nunca beije um nome singular”

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