Daqui dos
meus fones de ouvido Roberto
Penso:
“Falando
Sério” será que você salvou vários cantores?
Ou foi salvo?
Então, por
piedade Roberto, veja.
Porque esses
dias o certo é que tens pisado em mim
De “Cavalgada”,
às “Canções que você fez pra mim”.
Ou não fez
Na voz de
qualquer um
Na voz de
todo mundo.
Quando estou
ouvindo, ou só pensando.
Como se
houvesse em mim uma agulha de radiola
Essas
músicas têm me remexido dentro
Espiral
infinito
Como não
faziam antes
E pedem coro
Não, eu é
que peço.
Coro e resposta
“Detalhes”, “Do fundo do meu coração”.
Ou no raso.
Me pego cantando
“Eu te amo, te amo, te amo” pra ninguém.
Acordo do
devaneio e olho para o lado assustada.
Um olhar
cumplice, ou indulgente sorri.
Talvez de algum
lugar nas décadas de 60,70 ou 80.
“Esqueça”,
mas não dá.
As “Jovens tardes
de domingo” soam em qualquer dia, ou hora.
Não “Nasci
para chorar”, mesmo que às vezes as lágrimas me caiam bem
“Fera ferida”,
“Leãozinho”
Da licença Caetano,
minha conversa é com o Rei
“Debaixo dos
caracóis dos seus cabeços” e dos meus
“Vivendo por
viver” em qualquer acorde.
E um
pensamento me vem à cabeça.
Será Roberto
que você fez alguma música com o nome dela?
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